Manifesto Lança!

O MANIFESTO

Apaixonado, democrático e disruptivo

O Coletivo Lança nasce para preencher a página em branco com arte e cultura, mas
mais do que isso, para traduzir em palavras e imagens todo o caráter democrático,
disruptivo e apaixonado que a arte pode ter e tem. Nosso desafio diário e o que nos
pautará, além de nosso incorrigível amor por artes em geral, é a necessidade de dar
visibilidade a artistas em que acreditamos, em especial, aqueles há muito invisibilizados, mulheres, pessoas pretas, LGBGTQIA+, pessoas com deficiência e quem mais precisar de um espaço para se expressar de forma genuína e revolucionária.

Temos um carinho especial pelo trabalho de curadoria – aquele trabalho de
descobrir e oferecer caminhos para que arte e artistas sejam vistos – o trabalho de fazer o destinatário encontrar o remetente. Estaremos – e isto é um compromisso – em uma constante busca ativa por descobrir o novo, seja na música, na literatura, nas artes visuais e onde mais a arte estiver manifesta.

Enquanto nos reuníamos para definir as diretrizes do coletivo e de todas as nossas
frentes, um sentimento foi comum a todos: paixão. Paixão por arte, pela música, por aquilo que faz todo o trabalho valer a pena. Assim, é bastante provável que os conteúdos e iniciativas culturais que aqui encontrem sejam apaixonados, para além de técnicos ou críticos. Serão sim passionais, intensos e com uma profunda responsabilidade em emocionar de alguma forma quem se relaciona com a Lança.

Temos também o compromisso em informar, educar e oferecer ferramentas úteis
para aqueles que fazem parte da cadeia cultural de um modo geral. Temos compromisso maior ainda em aprender, em nos desfazer daquilo que tomávamos como certo para respeitar todas as existências e expressões artísticas e humanas, errando no caminho como em qualquer processo, mas nos corrigindo sempre que isso acontecer.

O Coletivo Lança é um trabalho em andamento, vamos posicionando os trilhos
enquanto aguardamos o trem. E sobre estes trilhos que estamos construindo podemos dizer que se pretendem: democráticos, colaborativos, antirracistas, feministas, antifascistas, acessíveis, antiLGBTQfóbicos e, por fim, impermanentes – pois apreciamos a natureza da mudança, na beleza da evolução da lança que só se projeta para frente.

Apaixonadamente,

Coletivo Lança

 

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